22.1.08
Heath Ledger
Ele é uma das crias dos anos 90. E dos tempos modernos também. Se você não é daquelas pessoas tacanhas que existem por aí e assistiu a O segredo de Brokeback Mountain (2005), com certeza sabe de quem estou falando.
Este post está sendo o primeiro da reformulação do Wonka como uma espécie de portal (e esperamos, referência) dos anos 90. E, no calor da notícia recebida há 5 minutos, estou postando a respeito de Heath Ledger.
Todo mundo (entendendo-se o Ocidente como o "mundo") já viu esta cena do vídeo, eternizada pelos 35mm do cinema: o rapaz, para impressionar a garota que ama, canta "Can´t take my eyes off of you" com a ajuda da fanfarra (?) da escola. O filme de 1999 foi um sucesso, e não apenas entre o público teen.
Lançou o casal de protagonistas, sendo que ele teve carreira mais prolífica que a mocinha (Julia Stilles), sendo inclusive indicado ao Oscar pelo cowboy Enis Del Mar. Ela não emplacou outro sucesso e é(foi?) a coadjuvante dos três filmes da maravilhosa franquia Bourne..., um produto típico do ano 2000 (a única franquia que conheço em que o segundo filme é melhor que o primeiro e o terceiro melhor que o segundo.
A cena do musical faz parte do imaginário pop, assim como a lista de 10 coisas que a mocinha lê no filme. Mas esta não tem o apelo, pelo menos de gênero, do Heath Ledger cantando e desafinando na arquibancada. E a canção (esta coisa que praticamente não existe desde os 90) também ajuda muito. "10 coisas que odeio em você (Ten things i hate about you) foi o sétimo filme dele, apesar de muita gente achar que foi sua estréia. É uma das muitas adaptações de A megera domada, de Shakespeare. A mesma história da ótima O cravo e a rosa, novela das 7 popular em 2000.
Agora vamos nos contentar em ver mais uma excelente atuação deste grande ator em Batman: Cavaleiro das Trevas no papel do Coringa mais assustador que o cinema já viu. O grande site IMDB dá conta de que o filme estava na pós-produção, e que ele já estava filmando The imaginarium of Doctor Parmassus, de Terry Gilliam, prometido para 2009.
Heath junta-se à galeria de grandes talentos que morreram jovens (28 anos) mas que deixaram um legado honroso. Como diria o grande e eterno ator Vitorio Gassman: "Devíamos ter duas vidas; uma para atuar e outra para viver
Hey, anos 90!
O Wonka agora fala dos anos 90. Especificamente. Foi uma década em que foram aparados os excessos dos anos 80 (dos cabelos, das roupas, dos megastars...) e entrou em cena um lance mais clean, o consenso de Washington, a internet (usei a primeira vez em 97!).
Não existiam o messenger, o orkut, nem o Robinho, câmeras digitais, stand up comedy na moda em SP, nem a Scarlet... Tínhamos nos inscrito na UAM, mas as aulas eram em 2000... uma outra história.
Tinha muita coisa, boa ou não que focaremos agora no Wonka...
Esperamos assim escrever com mais regularidade (não é, Ader?!) sobre um tema que gostamos bastante e com todo o auxílio luxuoso que a interatividade e a multimídia proporcionam. Esperamos postar muitos vídeos, recordar sons, relembrar influências que chegaram aos dias de hoje e por aí vai...
Equipe Wonka
Não existiam o messenger, o orkut, nem o Robinho, câmeras digitais, stand up comedy na moda em SP, nem a Scarlet... Tínhamos nos inscrito na UAM, mas as aulas eram em 2000... uma outra história.
Tinha muita coisa, boa ou não que focaremos agora no Wonka...
Esperamos assim escrever com mais regularidade (não é, Ader?!) sobre um tema que gostamos bastante e com todo o auxílio luxuoso que a interatividade e a multimídia proporcionam. Esperamos postar muitos vídeos, recordar sons, relembrar influências que chegaram aos dias de hoje e por aí vai...
Equipe Wonka
21.1.08
Roy quem?
Antes de tudo, eu sei, faz tempo que não escrevo nada aqui. Mas estou retomando minha maravilhosa colaboração com este que não é o mais atualizado, mas é o melhor blogue que conheço intimamente. Como não poderia deixar de ser e por falta do meu amigo Diego, conto a vocês mais nova velha descoberta que fiz. Estou falando de música, esquisita para muitos, mas boa da mesma forma para quem não quer ouvir o mesmo de sempre, usando só o lado direito do cérebro; ou seria o esquerdo. Que seja.
Quero dizer que é música pra não entender muita coisa e apenas sentir. Bem, confesso que não sei ao certo a pronúncia correta de Royksopp, duo norueguês de música eletrônica.
E para aqueles que acham que fico horas na internet, fuçando o MySpace em busca de baladas canhestras, engana-se. Conheci o primeiro single desse duo, extraído do segundo CD, num intervalo qualquer de Jericho, exibido pela AXN. Falaremos desse seriado logo mais... noutro texto. Depois de meses tentando pegar o momento certo que mostra o nome da banda e da música, descobri que se chamava What Else Is There? e assim achei no Youtube o sensacional clipe:
O disco inteiro, The Understanding, é muito bom para quem não tem preconceitos com música, está no meu top two de discos legais baixados nas últimas horas, figurando ao lado do disco solo do vocalista do System Of A Down, o "Sérgio Taquaraquibiba"... Dica: garimpem o blogue musiteka.blogspot.com
Quero dizer que é música pra não entender muita coisa e apenas sentir. Bem, confesso que não sei ao certo a pronúncia correta de Royksopp, duo norueguês de música eletrônica.
E para aqueles que acham que fico horas na internet, fuçando o MySpace em busca de baladas canhestras, engana-se. Conheci o primeiro single desse duo, extraído do segundo CD, num intervalo qualquer de Jericho, exibido pela AXN. Falaremos desse seriado logo mais... noutro texto. Depois de meses tentando pegar o momento certo que mostra o nome da banda e da música, descobri que se chamava What Else Is There? e assim achei no Youtube o sensacional clipe:
O disco inteiro, The Understanding, é muito bom para quem não tem preconceitos com música, está no meu top two de discos legais baixados nas últimas horas, figurando ao lado do disco solo do vocalista do System Of A Down, o "Sérgio Taquaraquibiba"... Dica: garimpem o blogue musiteka.blogspot.com
23.11.07
A melhor do Brasil 2
Cada povo, cada país tem uma cara, uma identidade. Isto parece uma constatação óbvia, e é mesmo. Mas é interessante quando a questão da identidade nacional derrama-se sobre as artes.
Pense na Irlanda, por exemplo. O que é a identidade deste país do Velho Mundo? A identidade da Irlanda é a antiga rixa entre católicos e protestantes, com os atentados, o IRA (Exército Republicano Irlandês) etc. Nas artes em geral, isso reflete-se na literatura, em Sunday Bloody Sunday, do U2, nos filmes de Neil Jordan, com o Traídos pelo desejo, etc. Essa entronização de "quem somos" reflete-se mesmo que incidentalmente, mesmo que não queiramos.
Outro exemplo, a Espanha tem as marcas da Inquisição e também da ditadura do generalíssimo Franco. Freqüentemente vemos essas duas situações refletidas em obras deste país ibérico. Basta lembrar as ocorrências em que se situam os personagens dos primeiros filmes de Almodóvar ou o Guernica, de Picasso. A Alemanha tem o nazismo. A Rússia, a revolução socialista. A África, a fauna, a flora, a pobreza. O Japão tem Godzila, UltraMan e... não, o Japão tem as chagas das duas bombas atômicas, o trabalho, o desenvolvimento e a dualidade moderno versus tradicional.
E o Brasil? Fácil. Basta dar uma leve pensada em nossos maiores filmes Cidade de Deus, Tropa de Elite, Rio 40 Graus, O Pagador de Promessas, Pixote, Terra em Transe etc, ou em nossa literatura maior: Vidas Secas, São Bernardo. Pensando nisso, a questão social salta aos olhos. O Brasil é a terra da desigualdade social, principalmente. Esse é o nosso drama. Essa é nossa cara.
Este post é pra falar do representante maior na área musical da identidade brasileira. O mundo conhece a batida da bossa nova, e os sambas-exaltação como Aquarela do Brasil. Antes que a nossa marca seja lembrada por algum funk carioca (Deus tenha piedade!), tenho de render homenagem à canção Disparada. Aquela do "Prepaaaare o seu coração/ pras coisas que eu vou contar, eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão..."
Afinal de contas, o cerne do povo brasileiro não seria cantado pelos jazzistas de Copacabana, pelos desenhos da Disney (Você já foi à Bahia?) ou pela intelectualidade baiana, e sim, por um negro, um representante digno da maioria da população em uma apresentação mais que visceral (vide vídeo). Depois destes versos, somente Fim de Semana no Parque dos Racionais MCs pra haver tanta intensidade e/ou realidade. Mas isso é assunto para outro post.
No vídeo, Jair Rodrigues interpreta (e não, canta), no Festival da Record de 1966. 40 anos. Houve empate com A Banda, de Chico Buarque. O tempo é o senhor da razão, não é mesmo?
A música de Jair Rodrigues tinha o pano de fundo da ditadura militar de (re)início recente no país e trazia uma analogia do modo de se tratar com gente e se tratar com gado, (“...Porque gado a gente marca, tange, ferra, engorda e mata...”, repare na euforia quando estes versos são ditos) e basicamente trata-se da TOMADA DE CONSCIÊNCIA SOCIAL POR UM REPRESENTANTE DAS CLASSES DESFAVORECIDAS (“...Na boiada já fui boi, Mas um dia me montei...”) ou em “...E nos sonhos que fui sonhando, As visões se clareando, As visões se clareando, Até que um dia acordei...”.
Lembra a cena do filme Abril Despedaçado em que os bois que moviam o moedor continuavam a fazê-lo mesmo quando estavam sem a canga no pescoço.
Queria discorrer a respeito de métrica e rima e rebuscamento da letra, aliterações etc (“Ou de quem comigo houvesse, Que qualquer querer tivesse”. Mas, além da incompetência para tanto, tem horas em que é mais fácil deixar o lado emocional falar. Fala, Jair:
Prepare o seu coração
Prás coisas
Que eu vou contar
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
E posso não lhe agradar...
Aprendi a dizer não
Ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo
A morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar
Eu vivo prá consertar...
Na boiada já fui boi
Mas um dia me montei
Não por um motivo meu
Ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse
Porém por necessidade
Do dono de uma boiada
Cujo vaqueiro morreu...
Boiadeiro muito tempo
Laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente
Pela vida segurei
Seguia como num sonho
E boiadeiro era um rei...
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E nos sonhos
Que fui sonhando
As visões se clareando
As visões se clareando
Até que um dia acordei...
Então não pude seguir
Valente em lugar tenente
E dono de gado e gente
Porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente...
Se você não concordar
Não posso me desculpar
Não canto prá enganar
Vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado
Vou cantar noutro lugar
Na boiada já fui boi
Boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse
Por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu
Querer ir mais longe
Do que eu...
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei
Agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte
Num reino que não tem rei
17.11.07
TERABYTES, BEM-VINDOS!
Recentemente li em algum lugar que um novo micro da Apple teria um HD de 1 Terabyte (é isso, Makita?). Para efeito de comparação a matéria dizia que esse espaço daria para ouvir MP3 por um 2 anos e meio sem parar. Legal.
Daí comecei a pensar na história do MP3. Napster. Audiogalaxy (lembram?). Kazaa. Torrents. Mas tem uma coisa muito legal e outra que me incomoda muito nesta história. O legal é ter um incomensurável banco de dados com todas as músicas do planeta. O chato é o lance do MP3 ser um arquivo de áudio pobre. O arquivo original da música é reduzido a um décimo de seu tamanho. A explicação técnica é que uma grande faixa de ondas inaudíveis são eliminadas na compactação podendo assim reduzir-se o tamanho do arquivo de música.
Já discutimos em outro post como vantagens que é muito bom encontrar nos programas de troca de arquivos aquelas músicas das décadas passadas que não ouvíamos mais, ou até aquele álbum que não foi reeditado em vinil. Não sei se meu saudosismo é da época em que me sentava no sofá (ou subia pra dar um mosh), depois de ligar meu "3 em 1", aquele negócio que tinha rádio, vinil e toca-fitas, além de duas caixas enormes que tinha graves que faziam a sala vibrar, a agulha deslizando nos sulcos pretos. Sei lá, os tons mais baixos pareciam que batiam junto com sua pulsação e o barulho da guitarra fazia minha mãe gritar "Abaixa isso aí!". Parecia mais orgânico, mais pulsante.
Hoje não sei se são apenas meus aparelhos que não são nenhum Bang&Olufsen, mas sinto falta disto. Fico limitado aos headphones, às caixinhas dos micros e mesmo em meu home um arquivo de mp3 me alegra, mas não me empolga. Engraçado. Esse lance de tecnologia crescente versus pauperização da aquisição do conteúdo é interessante. É paradoxal ter equipamentos de som surrond de até 7.1 canais pra ouvir mp3 (ou alguém compra cd?) ou utilizar um televisor LCD ou plasma full HD de 1920x1080, pra assistir um formato de vídeo "quaaaase igual" ao HD, não acham?
Daí comecei a pensar na história do MP3. Napster. Audiogalaxy (lembram?). Kazaa. Torrents. Mas tem uma coisa muito legal e outra que me incomoda muito nesta história. O legal é ter um incomensurável banco de dados com todas as músicas do planeta. O chato é o lance do MP3 ser um arquivo de áudio pobre. O arquivo original da música é reduzido a um décimo de seu tamanho. A explicação técnica é que uma grande faixa de ondas inaudíveis são eliminadas na compactação podendo assim reduzir-se o tamanho do arquivo de música.
Já discutimos em outro post como vantagens que é muito bom encontrar nos programas de troca de arquivos aquelas músicas das décadas passadas que não ouvíamos mais, ou até aquele álbum que não foi reeditado em vinil. Não sei se meu saudosismo é da época em que me sentava no sofá (ou subia pra dar um mosh), depois de ligar meu "3 em 1", aquele negócio que tinha rádio, vinil e toca-fitas, além de duas caixas enormes que tinha graves que faziam a sala vibrar, a agulha deslizando nos sulcos pretos. Sei lá, os tons mais baixos pareciam que batiam junto com sua pulsação e o barulho da guitarra fazia minha mãe gritar "Abaixa isso aí!". Parecia mais orgânico, mais pulsante.
Hoje não sei se são apenas meus aparelhos que não são nenhum Bang&Olufsen, mas sinto falta disto. Fico limitado aos headphones, às caixinhas dos micros e mesmo em meu home um arquivo de mp3 me alegra, mas não me empolga. Engraçado. Esse lance de tecnologia crescente versus pauperização da aquisição do conteúdo é interessante. É paradoxal ter equipamentos de som surrond de até 7.1 canais pra ouvir mp3 (ou alguém compra cd?) ou utilizar um televisor LCD ou plasma full HD de 1920x1080, pra assistir um formato de vídeo "quaaaase igual" ao HD, não acham?
26.10.07
Viajada de sexta-feira!
A certa altura de Matrix, Morpheus pergunta a Neo se ele já teria tido um sonho muito real, mas tão real que na hora não soubesse se estava sonhando ou vivendo aquilo. Depois complementa perguntando, e se você nunca mais acordasse, como saberia se estaria vivendo a realidade ou sonhando? Pois não é que no "Conto do sábio chinês", o grande Raul Seixas (que ando revisitando), fazia o mesmo questionamento?
Era uma vez um sábio chinês
Que um dia sonhou que era uma borboleta,
Voando nos campos,
Pousando nas flores,
Vivendo assim um lindo sonho.
Até que um dia acordou,
E pro resto da vida uma dúvida lhe acompanhou.
Se ele era um sábio chinês
Que sonhou que era uma borboleta,
Ou se era uma borboleta sonhando que era um sabio chinês.
Era uma vez um sábio chinês
Que um dia sonhou que era uma borboleta,
Voando nos campos,
Pousando nas flores,
Vivendo assim um lindo sonho.
Até que um dia acordou,
E pro resto da vida uma dúvida lhe acompanhou.
Se ele era um sábio chinês
Que sonhou que era uma borboleta,
Ou se era uma borboleta sonhando que era um sabio chinês.
25.10.07
O novo revolucionário álbum do Radiohead
Eles fizeram novamente. Quem diz que um mesmo raio não cai duas vezes no mesmo lugar deveria prestar mais atenção no Radiohead. Depois de Ok Computer, Amnesiac, Kid A agora a revolução dos cinco rapazes ingleses não vem só na forma de baladas pós-modernas e futuristas-pessimistas, discursando sobre tecnologia e os relacionamentos gélidos.
In Rainbows traz um amadurecimento da banda nunca antes visto... Digo isso porque eles deram um jeito de unir inovação sonora com popularidade, se é que isso seja possível. Falando no álbum como um todo, ainda não tive tempo de fazer uma leitura faixa-a-faixa, ele está mais fácil de gostar e assimilar, ainda é possível perceber a depressão latente na voz de Thom Yorke, mas há mais leveza nas faixas.
Acho que essa nova forma de apresentar as canções, com mais arranjos menos estranhos, foi meticulosamente planejado para casar com a idéia de não dar um valor ao conjunto de músicas. Você pode baixar as faixas digitais pagando o que considerar justo. Dizem por aí, que as pessoas têm pago de 5 a 8 dólares, o que levou estimativas de "lucro" de 6 a 10 milhões de dólares num primeiro momento. Venhamos e convenhamos, não é muito! Mas é importante.
Não é muito por que se você conseguir levantar quanto uma banda grande gasta pra produzir e divulgar um disco (veja que essa palavra só aparece agora, pra mostra que só os menos inovadores ainda produzem discos!) vai perceber que isso não paga nem o diretor dos clipes infames, que aliás nem são mais tão importantes já que a MTV nem liga mais pra eles...
Enfim, ouçam In Rainbows, é ótimo e você nem precisa pagar muito ou alguma coisa... (que novidade!).
In Rainbows traz um amadurecimento da banda nunca antes visto... Digo isso porque eles deram um jeito de unir inovação sonora com popularidade, se é que isso seja possível. Falando no álbum como um todo, ainda não tive tempo de fazer uma leitura faixa-a-faixa, ele está mais fácil de gostar e assimilar, ainda é possível perceber a depressão latente na voz de Thom Yorke, mas há mais leveza nas faixas.
Acho que essa nova forma de apresentar as canções, com mais arranjos menos estranhos, foi meticulosamente planejado para casar com a idéia de não dar um valor ao conjunto de músicas. Você pode baixar as faixas digitais pagando o que considerar justo. Dizem por aí, que as pessoas têm pago de 5 a 8 dólares, o que levou estimativas de "lucro" de 6 a 10 milhões de dólares num primeiro momento. Venhamos e convenhamos, não é muito! Mas é importante.
Não é muito por que se você conseguir levantar quanto uma banda grande gasta pra produzir e divulgar um disco (veja que essa palavra só aparece agora, pra mostra que só os menos inovadores ainda produzem discos!) vai perceber que isso não paga nem o diretor dos clipes infames, que aliás nem são mais tão importantes já que a MTV nem liga mais pra eles...
Enfim, ouçam In Rainbows, é ótimo e você nem precisa pagar muito ou alguma coisa... (que novidade!).
8.10.07
SÉRIES QUE AMAMOS: LAW&ORDER CRIMINAL INTENT

Apesar do "amamos" do título não conheço mais ninguém que adore (ou pelo menos assista) essa série como eu. Para quem não conhece "Criminal Intent" é mais uma franquia da mais que longeva série Law&Order. A série mostra o departamento de "major cases" resolvendo sempre um assassinato. Os crimes são investigados pelos detetives Goren e sua parceira Eames. Não entendi bem o porquê, mas a cada 10 episódios o casal muda e passa uma história (uma apenas) com novos protagonistas. Quem assistiu Sex and the City reconhecerá o ator que fazia o Mr. Big, mas não há comparação com o casal original.
O mais bacana da série é que diferentemente de seriados que tem ênfase na captura ou morte dos assassinos (vários), ou em como o crime ocorreu (CSI), Law&Order é centrado no por quê, quais motivações levaram ao assassinato. E nesta hora brilha o detetive interpretado magistralmente por Vincent D`Onofrio. Seu Robert Goren tem noções psicanalíticas avançadas. Em nenhum momento após avaliar a cena do crime descobre-se que a fibra da fruta ingerida é importada de determinado país e só é vendida em uma mercearia da cidade e dá pra rastrear pelo cartão de crédito. Não. Simplesmente ele olha os livros prediletos, os quadros nas paredes, a entonação e as palavras exatas e com isso está dentro da área da mente que motivou o assassinato.
No clímax de cada episódio ele está lá, todo desengonçado, já que tem quase 2 metros e as pessoas ficam sentadas. Com um encadeamento lógico de argumentos as pessoas acabam confessando sob pressão. Ou mesmo quando existem mais de um assassino acabam sendo criadas "armadilhas mentais" espetaculares.
Vale ressaltar que os roteiros são o que de melhor a indústria de entretenimento americana faz. Os 2 primeiros minutos de apresentação do crime podem ser a ponta da ponta do novelo que leva a algo totalmente diferente do que pensávamos. Em uma das melhores histórias uma briga dentro de uma comunidade por um terreno acaba se destrinchando na história de um moleque de 16 anos tão carismático que estava fundando uma nova religião, dissidente de mórmons e que (esperto) garantia a ele 3 esposas, no caso, "coleguinhas" de classe que ele já havia arregimentado!
Para quem não tem paciência de esperar arcos que podem demorar 5 temporadas (Lost) ou temporada com a resolução de um grande mistério (24 horas, Heroes), os 60 minutos deste seriado são uma grande pedida.
O mais bacana da série é que diferentemente de seriados que tem ênfase na captura ou morte dos assassinos (vários), ou em como o crime ocorreu (CSI), Law&Order é centrado no por quê, quais motivações levaram ao assassinato. E nesta hora brilha o detetive interpretado magistralmente por Vincent D`Onofrio. Seu Robert Goren tem noções psicanalíticas avançadas. Em nenhum momento após avaliar a cena do crime descobre-se que a fibra da fruta ingerida é importada de determinado país e só é vendida em uma mercearia da cidade e dá pra rastrear pelo cartão de crédito. Não. Simplesmente ele olha os livros prediletos, os quadros nas paredes, a entonação e as palavras exatas e com isso está dentro da área da mente que motivou o assassinato.
No clímax de cada episódio ele está lá, todo desengonçado, já que tem quase 2 metros e as pessoas ficam sentadas. Com um encadeamento lógico de argumentos as pessoas acabam confessando sob pressão. Ou mesmo quando existem mais de um assassino acabam sendo criadas "armadilhas mentais" espetaculares.
Vale ressaltar que os roteiros são o que de melhor a indústria de entretenimento americana faz. Os 2 primeiros minutos de apresentação do crime podem ser a ponta da ponta do novelo que leva a algo totalmente diferente do que pensávamos. Em uma das melhores histórias uma briga dentro de uma comunidade por um terreno acaba se destrinchando na história de um moleque de 16 anos tão carismático que estava fundando uma nova religião, dissidente de mórmons e que (esperto) garantia a ele 3 esposas, no caso, "coleguinhas" de classe que ele já havia arregimentado!
Para quem não tem paciência de esperar arcos que podem demorar 5 temporadas (Lost) ou temporada com a resolução de um grande mistério (24 horas, Heroes), os 60 minutos deste seriado são uma grande pedida.
5.10.07
Reproduzindo...
Vi no Sedentário.org o tópico sobre o Sgt. Nascimento (Tropa de Elite) X Sgt. Hartman... Hartman é o durão dos 10 primeiros minutos de Full Metal Jacket, de Stanley Kubrick, por aqui magistralmente traduzido para: "Nascido para matar". Sempre que alguém diz, adoro "Nascido para matar" do Kubrick, aí eu demoro uns 10 segundos pra lembrar que estão falando do Full Metal e não de: Natural Born Killer...
Ignorâncias à parte, veja aqui os incômodos primeiros minutos de Full Metal. E nem precisa saber inglês pra ter vontade de matar o Sgt. Hartman! Você já teve o prazer de pegar uma excursão, bem cedo, pela manhã, e o guia começar a gritar com você pra se alegrar! cantar! e acordar! Juro que tive vontade de matar...
E sabe o que é melhor? O raso Pyle é interpretado por Vincent D'Onofrio! Adoro ele que esqueceu o cinema e me diverte muito em Law & Order Criminal Intent... Depois do Oratio, do CSI Miami, Robert Gore, feito por ele, é o policial ficcional com os trejeitos mais engraçados da TV.
Ignorâncias à parte, veja aqui os incômodos primeiros minutos de Full Metal. E nem precisa saber inglês pra ter vontade de matar o Sgt. Hartman! Você já teve o prazer de pegar uma excursão, bem cedo, pela manhã, e o guia começar a gritar com você pra se alegrar! cantar! e acordar! Juro que tive vontade de matar...
E sabe o que é melhor? O raso Pyle é interpretado por Vincent D'Onofrio! Adoro ele que esqueceu o cinema e me diverte muito em Law & Order Criminal Intent... Depois do Oratio, do CSI Miami, Robert Gore, feito por ele, é o policial ficcional com os trejeitos mais engraçados da TV.
4.10.07
Fat Power
Beth Ditto é uma bênção no cenário Pop dos tempos atuais... Não se importando com sua aparência, ela faz o que quer com as pessoas que vão aos seus shows, ou melhor, da sua banda, a The Gossip. Standin In The Way Of Control além de ser uma ótima canção é também o nome do álbum de estréia. Obrigatório para quem gosta de coisas novas tocando no iPod. Aliás, Gossip ao lado de The Bellrays tem muito em comum.
Ambas são capitaneadas por duas meninas peso pesado tanto no quilinhos a mais quanto nas vozes poderosas que despejam sem dó sobre os microfones. Ambas misturam punk, pós punk e grunge com vozes dignas de uma Motown do mundo bizarro. Lisa Kekulla, do Bellrays, e Beth Ditto são de longe as melhores vozes do Pop mundial dos últimos tempos. Pena que elas já perderam a vez há uns 20 anos, quando o tipo "Screaming Leprechaun" tomou conta dos nossos ouvidos.
The Gossip
The Bellrays
Ambas são capitaneadas por duas meninas peso pesado tanto no quilinhos a mais quanto nas vozes poderosas que despejam sem dó sobre os microfones. Ambas misturam punk, pós punk e grunge com vozes dignas de uma Motown do mundo bizarro. Lisa Kekulla, do Bellrays, e Beth Ditto são de longe as melhores vozes do Pop mundial dos últimos tempos. Pena que elas já perderam a vez há uns 20 anos, quando o tipo "Screaming Leprechaun" tomou conta dos nossos ouvidos.
The Gossip
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