17.11.07

TERABYTES, BEM-VINDOS!

Recentemente li em algum lugar que um novo micro da Apple teria um HD de 1 Terabyte (é isso, Makita?). Para efeito de comparação a matéria dizia que esse espaço daria para ouvir MP3 por um 2 anos e meio sem parar. Legal.

Daí comecei a pensar na história do MP3. Napster. Audiogalaxy (lembram?). Kazaa. Torrents. Mas tem uma coisa muito legal e outra que me incomoda muito nesta história. O legal é ter um incomensurável banco de dados com todas as músicas do planeta. O chato é o lance do MP3 ser um arquivo de áudio pobre. O arquivo original da música é reduzido a um décimo de seu tamanho. A explicação técnica é que uma grande faixa de ondas inaudíveis são eliminadas na compactação podendo assim reduzir-se o tamanho do arquivo de música.

Já discutimos em outro post como vantagens que é muito bom encontrar nos programas de troca de arquivos aquelas músicas das décadas passadas que não ouvíamos mais, ou até aquele álbum que não foi reeditado em vinil. Não sei se meu saudosismo é da época em que me sentava no sofá (ou subia pra dar um mosh), depois de ligar meu "3 em 1", aquele negócio que tinha rádio, vinil e toca-fitas, além de duas caixas enormes que tinha graves que faziam a sala vibrar, a agulha deslizando nos sulcos pretos. Sei lá, os tons mais baixos pareciam que batiam junto com sua pulsação e o barulho da guitarra fazia minha mãe gritar "Abaixa isso aí!". Parecia mais orgânico, mais pulsante.

Hoje não sei se são apenas meus aparelhos que não são nenhum Bang&Olufsen, mas sinto falta disto. Fico limitado aos headphones, às caixinhas dos micros e mesmo em meu home um arquivo de mp3 me alegra, mas não me empolga. Engraçado. Esse lance de tecnologia crescente versus pauperização da aquisição do conteúdo é interessante. É paradoxal ter equipamentos de som surrond de até 7.1 canais pra ouvir mp3 (ou alguém compra cd?) ou utilizar um televisor LCD ou plasma full HD de 1920x1080, pra assistir um formato de vídeo "quaaaase igual" ao HD, não acham?

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